domingo, 7 de março de 2010

ansiedade


desenho: por Rafaell Alves


Nesse momento e nessas minhas fases que não são poucas vividas ao mesmo tempo, posso dizer que sou uma pessoa que vive o momento. Não posso negar que também penso no futuro, também não posso deixar de desejar que esse ano voe, pedir também que não econtre nuvens tão carregadas.. não o sufuciente para que pare de voar. Não estou me sentindo satisfeita, por isso penso e pensamos no futuro. Desejamos um melhor, quase sempre. Pra mim tudo está curto, daqui algumas semanas minhas unhas crescem novamente e daqui alguns meses meus cabelos também, mas aí que me pergunto se depois disso encontrarei outras coisas curtas pra me preencher o tempo. Não quero perder a essência dos meus dias por ansiedade do ano seguinte, mas quero que julho/dezembro passe rápido e leve pra que eu não tenha nehuma sequela momentanea, pra que eu não tenha incertezas quando eu mais precisar saber o que eu quero, que eu tenha um pouco mais de juízo quando minha liberdade for realmente minha e ser um pouco mais emocional em alguns aspectos. E essa ansiedade toda não tem outro nome nem camuflagens, é apenas uma ansiedade. Pra mim que sempre concordarei que tranquilidade e equilíbrio são essencias, muitas vezes quero fazer fumaça sem fogo nenhum. Só pra mexer um pouco por dentro e por fora. Mudar a visão, usar outras citações.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

a tal da insegurança.


Uma rotina estranha. Pessoas "chegadas" não sendo reconhecidas. Telefones que não tocam mais. Auto-cobrança. Desanimada eu sempre fui, mas insegurança e medo? de onde vem isso agora, quase na reta final. Medo de terminar algo que eu nunca quis começar. Medo do ano seguinte. Da falta da família, dos meus gatos, das minhas tardes, do meu quarto, da comida da mãe, das roupas lavadas, do pai dizendo: "Tchau, boa aula" de meio dia. Da mãe dizendo: "comprei sorvete de uva pra nos comer". Insegurança, muita. Vontades repentinas de jogar tudo pro alto e não fazer estágio, nem me estressar com planos e dizer bem alto que: eu serei sempre a que não nasceu pra isso.

As vezes me engasgam de tanto que seguro, que engulo a seco e não falo.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

de você me lembro mais


Retornando, lembrando e sentindo o gosto de passado, aquele meu passado rápido e calmo do teu lado mas que eu aproveitei o que eu pude. Agora eu tenho esse café mais claro, essa música mais lenta, esse meu cabelo enrolado, minhas unhas vermelhas e caneta sem frescura. Sentido falta, sentindo aquele apego desapegado por algo que tu já não toca a algum tempo, já não vê o cabelo mexendo pelo vento, não vê aqueles dedinhos ligeiros deslizando nas cordas de um violão que toca um blues tão envolvente quanto o olhar de alguem que sabe o que quer. Minha cabeça dizendo: um blues, um bluuues e agora parece que eu volto no tempo, que eu volto com o aquele sentimento que eu estou guardando até aqui, até o pescoço da alma, aquela alma de anos atrás, de outras vidas, tão forte que te digo até hoje que tua marca de nascença do cotovelo esquerdo fui eu quem fez antes mesmo de tu nascer. Lá das nossas outras vidas, dos nosso outros olhares, das nossas outras caminhadas pelas neblinas frias de inverno.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

quando eu preciso de paz!


Sempre sentido saudade, sentido falta de quem gosta dos meus cabelos enrolados e do meu guarda chuva no sol e ainda olha pra mim e diz: "tu parece uma estrangeira", que passa calor comigo sentado na grama tomando água com gás. Que me dá toque de madrugada e eu retribuo com uma mensagem simples e clara: Quando eu preciso de paz! Que lê meus desabafos no MSN de pessoas que sequer viu na vida mas me entende o suficiente pra imaginar o quanto isso me incomoda por ser tão diferente assim. E então talvez seja minha hora de parar e pensar se era mesmo necessário ir assim tão longe em pouco tempo. Então eu volto pra casa e procuro a minha paz, num recado, num depoimento ou mesmo online no MSN. Me esperando, sempre me esperando com um: "Oi Enza" ou me sumpreendendo com um: " se vc me disser que está bem eu calo a boca". Sempre com aquela preocupação de irmão, com aquela calma de alguém que sabe exatamente o que te falar. Com aquele olhar de mais novo que eu já não vejo mais a tanto tempo, a uma enternidade. Com aquele abraço de despedida tão sofrido eu trouxe comigo aquela saudade, com a música "De Fé" tocando dentro de mim, com aquele aperto que não saía do peito até que eu dissesse e adimitisse pra mim mesma e pra ti que agora é sempre com você quando eu preciso de paz!

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

bem pra caralho!


Numa segunda feira ter ânimo de escrever é raro. Assim como minhas alegrias repentinas, meus álcools em plena a uma hora da tarde, como meu celular tocando, como eu usando óculos nas férias e outras coisas não citáveis. Depois de quanto tempo escutar um Pink Floyd acompanhada no meu quarto eu completaria com: "trás alguém pro meu sozinho, você a 1:30". Nada de apego, nada de bronzeados, nada de muito cabelo, só um pouco. Ainda mais eu que tenho sina por cabelos estou aqui implorando para que os meus cresçam, para que fiquem laranjados :)
O ano mal começou e eu já desejando 2011. Vendo as coisas passarem e acontecerem sem mim e um certo setor que eu já não me sentia a vontade a algum tempo, talvez por falta de afinidade ou por ter em mente outras vontades e objetivos. Eu me sinto bem pra caralho! Sozinha sempre fui, sempre tive minha individualidade, minha música, meus cafezinho na mão com uma xícara que fui presenteada :) reconheço valores e atitudes das pessoas que mudariam esse momento agora. Mas como todo o ser humano eu também tenho meu orgulho e minha dignidade. Uma vez me achava egoísta demais, individualista demais, agora já vejo o quanto isso é insignificante perto de certas coisas que acontecem e que poderia ter passado sem ter acontecido. Falar é muito fácil não é? Eo passado sempre vem a tona, se não foi acabado por dentor e por fora. Necessito escrever e não tenho tempo. Me pego escrevendo por etapas. Salvando, editando.. por falta de tempo. Logo eu que nunca sabia o que fazer com tanto tempo e acabava sempre durmindo demais.


'Agora não...ainda é cedo pra entender vou sair do ar um tempo. Na contramão do que está por acontecer vou respirar com paciência'

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

água com gás, porfavor.


Essa sensação de insuficiência na escrita, em compensação vem uma segurança no que eu penso e falo e na verdade eu sempre tentei associar ação com pensamento. E meu problema sempre foi dentro, o pensamento, sempre em mim. Eu que não consegui, eu que não falava, eu que não agia, eu eu eu... quanto tempoa gente se culpa e se sente pequeno demais pras coisas. Ai de repente vem umas palavras e muda tudo, muda o limite, muda a segurança, o modo de pensar e associando a ação com pensamento. Você é aquilo que você pensa, então pense bem, pense em você e não no que os outros querem ou esperam de você. E de repente vem uma água gás invés de sem, e parece que tudo faz sentido, que eu sempre gostei de água gás e que agora tem que ser com assim. Do nada, vem essa afinidade com alguém que eu não via a quase um ano. Do nada veio o meu café, mas no pensamento tudo já foi desejado e visualizado, então está tudo indo bem, muito bem. E daqui não me sai mais nada por hoje, mesmo com a música toncando e o café na não.

domingo, 6 de dezembro de 2009

simplicidade feminina.


Os homens não entendem as mulheres. Por que será? Elas são seres simples, e basta prestar um pouquinho de atenção para saber o que passa em suas mentes. Mas, como elas não costumam dizer o que sentem, e eles não costumam perguntar, permanece a incompreensão. Para começar, uma mulher precisa, acima de tudo, se sentir desejada o tempo todo. Nada lhe agrada mais do que entrar num restaurante e sentir que todos olham para ela. Mulher sente isso no ar, e tem mais: não é necessário que seja um homem ao qual ela dedicaria ao menos um minuto de seus pensamentos. Se uma mulher receber o galanteio de um feirante - não que eles sejam os reis da sutileza ou, aliás, por isso mesmo -, se acha o máximo. E existem algumas que, quando estão com o moral baixo, vão dar uma volta no centro comercial da cidade, onde os homens são mais sensíveis ao charme feminino. Bem mais, seguramente, do que nos desfiles de moda.A obrigação de um homem é desejar a mulher que está com ele. Uma amiga me contou que se encontrou com um conhecido num avião e logo depois da decolagem ele perguntou, à quei ma-roupa, se ela queria transar com ele. Ela - no mínimo pelo inesperado da pergunta - nem soube o que responder. Concluiu o cavalheiro: "Bem, eu já fi z minha obrigação, então não se fala mais nisso''. Um gênio, convenhamos.Uma das coisas que os homens não sabem, e jamais saberão, é como agir depois da primeira transa. Vamos supor que tenha sido na casa dele. Quando ela acorda e abre os olhos, a primeira coisa em que pensa é: "Ai, meu Deus, e agora?" Levanta-se na ponta dos pés, recolhe os sapatos, a bolsa, as meias, esquece os brincos, claro, e sai de mansinho para que ele não acorde. Nessa hora só quer chegar em casa.Depois de tomar um banho, a cabeça começa a clarear e ela não sabe se muda de cidade, só para não encontrá-lo. O telefone fica na secretária de medo que seja ele - Deus a livre. A noite chega e ela começa a ficar nervosa. Não quer vê-lo nunca mais, mas ele tinha obrigação de ligar. Mas nada. Ah, que ódio. Ela tenta justificar. Afinal, saiu sem nem deixar um bilhete. Mas, bem lá no fundo, ela não entende como, depois de tudo o que aconteceu, ele não entra porta adentro dizendo: "Eu tinha que te ver".Pelo sim, pelo não, põe um jeans, uma camiseta e faz um rabo-de-cavalo para bancar a simplesinha se ele aparecer. Mas nada. A coisa começa a ficar preta. A não ser que ele tenha sofrido um infarto, nada explica esse silêncio. Se ele não der uma demonstração rápida de que aquela ficará como a noite mais inesquecível de sua vida, por mais moderna e liberada que ela seja, vai odiar es se homem como só uma mulher é capaz. Ao mesmo tempo, daria tudo na vida para que ele telefonasse. Afi nal, charmoso ele é. Mas, como seu prazo emocional está no limite, se ele ligar vai tratá-lo como se trata um cachorro. Elas são assim. Mas vocês, homens, ainda não aprenderam? Custa ligar? Nem que seja para dizer que ela esqueceu os brincos?

Danuza Leão